10 fevereiro 2008

Filme: Adeus Lenin!


Indicado da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro para 2003, Adeus, Lênin! é um filme absolutamente inteligente, divertido, sensível e bem realizado. Isso sim é um bom cinema comercial e, merecidamente, foi a maior bilheteria do ano em seu país. O diretor Wolfgang Becker acerta em cheio ao misturar situações engraçadas com sutil comentário político e grandes momentos humanos.
Ao iniciar o longa, logo se percebe que o diretor usa uma película inicial de baixa-resolução - provavelmente uma película 8mm ou super-8 -, dando impressão de uma filmagem caseira; amadora. Este toque cria uma realidade e uma certa seriedade na trama. Wolfganger Becker também usa planos abertos na filmagem, mas nada exagerado. Adeus, Lênin! É um longa imperdível não só para os cinéfilos, mas para todos aqueles que desejam aguçar sua visão de mundo e conhecer um pouco mais da história além de seus horizontes.

Paint: Rémbrandt...

Book: Morangos Mofados - Caio Fernando de Abreu

Filme: OngBak


Quando uma pequena e pacata cidade tailandesa vê a sua preciosa e sagrada estátua Buda Ong Bak ser roubada por um homem sem escrúpulos com motivações financeiras, cabe ao jovem guerreiro Ting (Tony Jaa), especialista em muay-thai, seguir o ladrão até Banguecoque para recuperar o talismã da aldeia. Na senda pela reconquista de Ong Bak, Ting vê-se envolvido numa odisseia de lutas, contra inimigos implacáveis, contra os quais apenas possui uma arma: os seus extraordinários poderes atléticos. O realismo das cenas de luta brutal e as proezas atléticas apresentadas tornaram «Ong Bak» um dos filmes de acção mais comentados dos últimos anos. A fama surgiu primeiro entre os praticantes de artes marciais, mas depois o sucesso foi-se espalhando, até que chamou a atenção do realizador e produtor francês Luc Besson, que adquiriu alguns dos direitos de distribuição internacionais. Em um estilo de filme que era basicamente formado por longas americanos, chineses e japoneses, um filme genuinamente tailandês não fica devendo em nada.

Filme: Dogville (Lars Von Trier)

Para contar essa fábula sinistra dividida em um prólogo e nove capítulos, Von Trier utiliza um único cenário, como no teatro, em que cabe toda a vila. A marcação é feita no chão, incluindo o nome das ruas, das famílias que moram em cada casa e de um cachorro imaginário. Não há portas nem paredes e toda a movimentação do local pode ser vista com uma só tomada. Não há portas nem janelas em Dogville, mas seus moradores se movem como se elas existissem e escutamos o abrir-fechar de trincos e o ranger de dobradiças. O fundo é branco para o dia. Quando é noite, preto. Na pacata cidade surge do nada Grace (Nicole Kidman), uma jovem, de fina estampa, que foge de gângsteres. Não sabemos o que foi sua vida, relações ou lugares, antes de Dogville. Acolhida por Tom (Paul Bettany), que a convence permanecer na cidade, caso conquiste seus moradores. Grace se entranha naquela fechada comunidade e em troca da grandeza d'alma de seus moradores, executará ali pequenos serviços. Grace é procurada. Quando se intensifica o cerco à fugitiva, os habitantes se conscientizam do perigo que é oferecer abrigo à jovem, tornando-se assim, avarentos, cobrando um preço mais alto pela proteção à valiosa forasteira. Punida, aprisionada, Grace será escrava das mulheres e puta dos homens de Dogville. Assim se passam as três horas do filme, propositalmente lerdo no começo, mas que se torna angustiante no decorrer (especialmente nas cenas de sexo) e isso faz com que a escolha da forma não pareça gratuita. Ao final, fotografias de pobres americanos ao som de americans yongs na voz de David Bowie embalam o espectador que é arrancado de sua condição, e já se encontra na impossibilidade de sair dali incólume, sem pensar sobre o que engrandece e o que torna miserável a própria existência.

"Pietá" - Michelangelo

Filme: Orgulho e preconceito


Filme: A felicidade não se compra

A Felicidade Não se Compra é um filme agradável ao máximo, estrelado pelo inesquecível James Stewart, como George Bailey, o homem que recebe o maior de todos os presentes de Natal. Com um fantástico elenco, incluindo Donna Reed e Lionel Barrymore, este conto natalino de altíssimo astral é dirigido pelo imortal Frank Capra e é considerado o favorito de todos os tempos por fãs e críticos.
Este é o tipo de filme que conseguiu sobreviver com o passar dos anos. Mais que isso, consiste num clássico que ficou ainda melhor com a idade, pelo seu visionário conteúdo que o tornou um dos mais belos filmes já feitos. A película acerta nos conceitos mais básicos que todo ser humano deveria ter: compaixão, solidariedade, amor verdadeiro, honestidade…
Com toda essa inocência terna e sincera, A Felicidade Não Se Compra é até hoje um dos mais belos filmes do mundo, pois trata de temas importantes com simplicidade e de maneira tocante sem nunca parecer piegas ou infantil. Seus personagens perfeitos não caem na chatice ou na antipatia, e sim funcionam como o perfeito exemplo de como uma boa pessoa pode ser. Em um mundo capitalista de como era o de 1946, pós-crise de 1929 e o início da reconstrução após a Segunda Guerra Mundial, devíamos refletir em pleno século XXI sobre o que Capra queria nos dizer naquele tempo, sobre os verdadeiros valores da vida.
Ao final, você já está emocionado com tudo o que passou na vida de George, e a mágica do filme está na ligação que você faz entre a vida desse personagem fictício com a sua vida real.

Book: Faust (Fausto - Johann W V Goethe)

Films:






Book: "идиот" (The idiot - Fiódor Dostoiévski)


Paint: "Despejados" - Portinari

Filme: Mostly Martha


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