23 agosto 2007
19 agosto 2007
25 julho 2007
Filme: Bicho de sete cabeças
O filme narra, em linguagem de documentário, as experiências vividas por um jovem de classe média ao ser internado num manicômio, pelo pai, quando este descobre um cigarro de maconha em seu casaco. Esta experiência não é fictícia. Aconteceu com um jovem de Curitiba nos anos 70. Austregésilo Cerrano Bueno pegou todas estas experiências e criou um livro, Cantos Malditos. Desta obra, a diretora Laís Bodanzky e o roteirista Luiz Bolognesi construíram um dos melhores dramas nacionais. Não é à toa que Bicho ganhou nove prêmios no festival de cinema de Brasília e mais nove em Recife (entre eles melhor filme, direção e ator). Ao ótimo trabalho de Bondanzky, somam-se um roteiro bem estruturado, a bela fotografia de Hugo Kovensky, uma boa trilha sonora e as excelentes atuações. Apesar das belíssimas edições de som e vídeo, a técnica utilizada funciona apenas como suporte a um filme bem dirigido, uma história bem contada e atores em ótima forma. Destaque especial ao ator Gero Camilo, no papel de Ceará, e todos os demais internos dos manicômios. É difícil acreditar que os atores ali não sejam loucos de verdade além de Othon Bastos, Cássia Kiss, Caco Ciocler, e, principalmente, Rodrigo Santoro.
Erasmo – Elogio da Loucura, 1509
"Todas as coisas humanas têm dois aspectos...
para dizer a verdade todo este mundo não é senão
uma sombra e uma aparência; mas esta grande
e interminável comédia não pode representar-se
de um outro modo. Tudo na vida é tão obscuro,
tão diverso, tão oposto, que não podemos
nos assegurar de nenhuma verdade."
para dizer a verdade todo este mundo não é senão
uma sombra e uma aparência; mas esta grande
e interminável comédia não pode representar-se
de um outro modo. Tudo na vida é tão obscuro,
tão diverso, tão oposto, que não podemos
nos assegurar de nenhuma verdade."
17 julho 2007
11 julho 2007
09 julho 2007
Filme: A cura
Erik (Brad Renfro) é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos lêem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam chegar a este médico para conseguir a cura.
Latim:
* Difficile est longum subito deponere amorem.
* Prudens in loquendo est tardus.
* Amor vincit omnia.
* Vincere cor proprium plus est quem vincere mundum.
* Nihil est quod Deus efficere non possit.
* Prudens in loquendo est tardus.
* Amor vincit omnia.
* Vincere cor proprium plus est quem vincere mundum.
* Nihil est quod Deus efficere non possit.
27 junho 2007
21 junho 2007
Virgínia Wolf - O tempo e o espírito
O tempo, embora faça desabrochar e definhar animais
e plantas com assombrosa pontualidade,
não tem sobre a alma do homem efeitos tão simples.
A alma do homem, aliás, age de forma igualmente
estranha sobre o corpo do tempo.
Uma hora, alojada no bizarro elemento do espírito humano,
pode valer cinquenta ou cem vezes mais que
a sua duração medida pelo relógio;
em contrapartida, uma hora pode ser
fielmente representada no mostrador do espírito por um segundo.
e plantas com assombrosa pontualidade,
não tem sobre a alma do homem efeitos tão simples.
A alma do homem, aliás, age de forma igualmente
estranha sobre o corpo do tempo.
Uma hora, alojada no bizarro elemento do espírito humano,
pode valer cinquenta ou cem vezes mais que
a sua duração medida pelo relógio;
em contrapartida, uma hora pode ser
fielmente representada no mostrador do espírito por um segundo.
20 junho 2007
Jean-Paul Sartre...
"Não importa o que o passado fez de mim.
Importa é o que farei com o que o passado fez de mim."
"O oposto da liberdade é o fatalismo."
Importa é o que farei com o que o passado fez de mim."
"O oposto da liberdade é o fatalismo."
18 junho 2007
16 junho 2007
Filme: Lucía y el Sexo
“LÚCIA E O SEXO é daqueles filmes com o «timing» exacto das coisas: tem o perfume do escândalo quando é preciso, a actriz certa, Paz Vega, e uma profundidade «new age» que atrai um imenso público jovem.”A Lúcia do título é uma garçonete de Madri que viaja para uma ilha distante como forma de preservar/matar a memória do marido. Na ilha conhece Carlos e Elena, também marcados por uma ausência, a da filha morta. Mas, como costuma acontecer nos mitos e fábulas atemporais, é o próprio impulso para a evasão que faz com que cada personagem encontre o seu destino. Sentimentos e recordações se misturam, até apontarem para a possibilidade de uma redenção - o que dá ao filme um tom ao mesmo tempo melancólico e otimista. A interpretação de Lúcia e o Sexo daria margem a volumosos ensaios psicanalíticos: as experiências da perda e do prazer, da vida e da morte são exploradas com delicadeza e sofisticação visual. Mais um sinal de vitalidade do cinema espanhol.
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